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Nossa História

PRIMEIRA CRUZ DO MARANHÃO

No período de 14 a 22 de outubro de 1614, o território do município de Primeira Cruz, à margem direita do Rio Periá, serviu como acampamento da expedição luso-espanhola de conquista do Maranhão, que derrotaria os invasores franceses na batalha de Guaxenduba. Sob o comando do capitão-mor Jerônimo de Albuquerque, os expedicionários erigiram, no local, uma cruz, que originou o nome do município. Em seu Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, de 1870, Cezar Augusto Marques, ao fazer menção ao “litoral na baixa da Cruz”, refere-se a Primeira Cruz como área limítrofe ao território do então distrito de Barreirinhas; o autor também faz alusão à parte sul do município, ao mencionar a povoação de Cassó como “importante por ter em seu centro uma lagoa, que fornece peixe para toda a sua população, que não é pequena”.

Primeira Cruz teve como primeiros habitantes os indígenas nativos da costa oriental maranhense, atraindo os jesuítas, que estabeleceram fazendas na região, como as do Alegre e Salgado. A expulsão destes da província resultou na arrematação, por Manoel da Silva Jorge, antes de 1800, das terras relativas à fazenda Alegre, o que abrangeria a área da atual sede municipal, erroneamente referida como uma ilha. Em edições do Diário do Maranhão de 1884 e 1885, consta que o então titular formal das terras, Bernardino da Costa Neves, com base em escritura de 1865, pleiteou em juízo a posse da “ilha de Primeira Cruz” em face da população fixada sem contestação, desde 1820, no local, que, inclusive, fora, em 1840, guarnição das forças imperiais na Balaiada. As manifestações de ambas as partes na imprensa de São Luís levantou tamanha celeuma, que coube à Assembleia Provincial dirimir politicamente o litígio em favor dos residentes, ao criar, em 1886, o Distrito de Primeira Cruz, vinculado à Vila de Miritiba.

Em 1924, a localidade foi reconhecida como Vila, através da Lei nº 1.139. Nos anos 1930, o empresário Domingos José Carneiro passou a ser o político proeminente de Primeira Cruz, sendo considerado o seu patriarca. A Constituição Estadual de 28 de julho de 1947 elevou a Vila à categoria de Município, desmembrando-a de Humberto de Campos (antiga Miritiba). A emancipação foi comemorada no dia 16 de outubro de 1947, data consagrada ao aniversário da cidade.

Nas décadas de 1960 a 1980, a Petrobras efetuou trabalhos de prospecção nas proximidades do povoado Caeté. O petróleo chegou a jorrar nos poços São João I e II, mas estes não foram explorados comercialmente, em que pese a descoberta de grande bacia petrolífera, denominada Barreirinhas. O fato atraiu a atenção do então presidente da República, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que foi a Primeira Cruz e esteve em Caeté e São João.

Lei Estadual de 1994 desmembrou o então povoado de Santo Amaro, tornando-o município com o nome de Santo Amaro do Maranhão, a que se atribuiu mais da metade do território de Primeira Cruz. A instalação ocorreu em 01/01/1997.

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